Ilha
de Trindade -
Um inóspito paraíso no Atlântico
Sul
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| foto: Sergio Viegas
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A Regata Eldorado-Brasilis,
a maior competição oceânica do país,
desperta nos velejadores a ansiedade de poder chegar
ao pedaço de terra brasileira mais distante do
continente: a Ilha da Trindade. Até 2000, quando
a primeira edição da prova foi disputada,
essa “conquista” era um privilégio
restrito a poucos militares da Marinha do Brasil, responsáveis
pela manutenção do POIT – Posto
de Observação da Ilha da Trindade. O “negro
iceberg” com nove quilômetros quadrados,
está situado a um terço do caminho para
a África. São 630 milhas – 1.160
quilômetros – de distância da cidade
de Vitória, exatamente na mesma latitude da capital
do Espírito Santo. O aumento do número
de barcos inscritos a cada ano, comprova o fascínio
que a ilha exerce sobre os tripulantes. A regata que
começou com apenas seis bravas tripulações
em 2000, contou com 18 veleiros na largada deste ano,
em frente à Praia de Camburi, a mais badalada
da capital capixaba. |
Para aqueles
que pretendem conhecer a Ilha da Trindade, a navegação
é a única alternativa. Em Trindade há
um heliponto, mas os helicópteros não
têm autonomia de combustível para voar
até lá. Em casos de emergência,
a aeronave é lançada no meio do percurso
por uma fragata, da Marinha.
Durante a velejada, as tripulações fazem
uma previsão do tempo a ser gasto no trajeto
de ida e de volta, mas tudo acaba dependendo das condições
de mar e de vento, o que torna a aventura ainda mais
inusitada. Os desafios estão presentes em cada
milha navegada. Neste ano, logo no primeiro dia de prova,
rajadas de vento com 35 nós – cerca de
70km/h - e ondas de até cinco metros, fizeram
três barcos desistirem da regata e retornarem
ao continente. Em condições extremas de
mar e de vento, o enjôo e o estresse abala consideravelmente
o moral da tripulação. Por isso a solidariedade
é o ingrediente mais importante para todos os
velejadores. |
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