Paulina Chamorro
O futuro não é nada promissor quando se trata do descarte de materiais no ambiente. Estes produtos são apenas uma parte da nossa pegada ecológica , que é saber o quanto impactamos no planeta por meio de nossas ações , escolhas e modo de vida. O que faremos com a nossa tecnologia quando ela não for mais útil é um dos grandes desafios deste século.
De acordo com o Instituto Akatu em 2008 o número de PCs , os computadores pessoais , deva atingir o absurdo de 1 bilhão de unidades no mundo.
Já em 2015 , de acordo com uma estimativa da consultoria Forrester Research , esta cifra dobra e chega a dois bilhões de PCs no planeta.
Ou seja , em sete anos o número de computadores dobrará.
E você está preparado para esta realidade? Sabe se a Política Nacional de Resíduos Sólidos está pensando nisso? Você sabe o que fazer com seu computador velho , por exemplo?
Não só computadores como as TVs antigas , rádios , videocassetes , mouses , teclados e outra infinidade de produtos gerados nestas ultimas décadas um dia serão descartados.
É o conhecido lixo eletrônico , que já é um grande problema em países em desenvolvimento , por exemplo , como a China.
O caderno Link do Estadão , dedicado especialmente sobre o lixo eletrônico em 17 de maio de 2007 , comenta mais sobre o assunto. |
| Entenda como o lixo tecnológico pode afetar a sua saúde e o meio ambiente |
O problema de jogar um eletrônico no lixo é que são justamente ao aparelhos mais antigos que contêm mais substâncias tóxicas.
Cádmio e níquel eram usados principalmente em baterias de celulares e notebooks , mas foram banidos por normas internacionais. Os aparelhos mais velhos ainda têm essas substâncias , que , em um aterro sanitário comum , contaminam o solo e os lençóis freáticos.
Se bebermos água , ingerimos os metais , que podem causar problemas neurológicos e até câncer.
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